A gestão da integridade na UFMS é o pilar central do Sistema de Governança Institucional (Sigovi), instituído pela Resolução nº 400-COUN/UFMS, e atua de forma sistêmica para assegurar a eficiência pública e a mitigação de riscos institucionais. Em conformidade com o Decreto nº 11.529/2023, a Instituição consolidou o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação (Sitai), designando a Corregedoria e a Ouvidoria como unidades setoriais responsáveis por essa competência estratégica. Esse arranjo organizacional é monitorado pelo Comitê de Gestão de Integridade, Riscos, Controle, Transparência e Acesso à Informação (CGIRCI), que operacionaliza o Plano de Integridade 2025-2027 por meio de objetivos, metas e indicadores de resultado que visam combater a fraude e a corrupção.
Como evidência da maturidade dessa estrutura, a UFMS alcançou em 2025 o Nível 3 (Integrado) no Modelo de Maturidade em Integridade Pública da Controladoria-Geral da União (CGU), tornando-se a única Instituição Federal de Ensino Superior (IFES) a atingir esse patamar. Este resultado reflete a robustez das dimensões de governança, capacidade organizacional e desempenho da integridade, demonstrando que a cultura ética está plenamente incorporada à estratégia universitária.
No âmbito do Programa Reitoria Presente, a UFMS materializou esse compromisso com a ação itinerante “Corregedoria e Ouvidoria Presentes”, que em 100 dias percorreu todas as unidades da Instituição, alcançando presencialmente 756 servidores e 1.844 estudantes para promover os canais de escuta, acolhimento e denúncia.
A iniciativa integrou-se às campanhas “Eu Respeito” e “Sou Mulher”, fortalecendo a Política de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios e à Discriminação com o envolvimento direto da comunidade acadêmica, incluindo estudantes da modalidade EaD e da pós-graduação. O ciclo de fortalecimento institucional foi concluído com o 1º Seminário de Integridade da UFMS, realizado em parceria com a CGU, onde a Universidade firmou um Protocolo de Intenções com a UFGD para a cooperação técnica em integridade pública. Tais ações demonstram como a UFMS converte sua estrutura de conformidade em valor público tangível, assegurando uma gestão transparente, responsável e alinhada às melhores práticas de controle exigidas pelo Tribunal de Contas da União.
Complementarmente a essas conquistas, a UFMS consolidou sua posição como referência em gestão pública ao integrar o Banco de Boas Práticas da Controladoria-Geral da União (CGU). A Instituição contribuiu com 14 práticas exitosas no Referencial do Modelo de Maturidade Correcional, abrangendo dimensões essenciais como o gerenciamento de pessoas, desempenho, transparência e governança organizacional. Essa participação ativa no cenário federal demonstra que a Universidade não apenas adere às normas de integridade, mas atua como protagonista na construção de modelos práticos que servem de exemplo para outras unidades do Poder Executivo Federal, fortalecendo o papel estratégico da atividade correcional no serviço público.
Apesar dos avanços significativos, a UFMS vislumbra para o próximo ciclo o desafio de consolidar estruturalmente o setor de integridade, focando na definição precisa de fluxos de trabalho, matrizes de responsabilidade e recursos. As perspectivas para 2026 concentram-se no mapeamento robusto de riscos e na integração de novas tecnologias, com especial atenção à conformidade ética no uso de inteligência artificial e ciência de dados. Como ações futuras, a universidade promoverá uma revisão normativa ampla para alinhar seus processos às diretrizes mais recentes de proteção de dados e compliance, assegurando que o amadurecimento institucional se traduza em canais de denúncia e procedimentos de investigação cada vez mais transparentes, mensuráveis e resilientes.